Sabe;

Não tenho necessidade de platéia

nem de palmas

nem de buquês em meio gritos de glória

O que acontece é que um indivíduo acostumou-me

muito mal

e ele somente sabia,

distinguia…

as sextas das segundas que vivia.

Eu não chovia, nem trovejava, nem precipitava temporal

ele apenas olhava pro céu

e me via

e eu não apontava nada…

(você é míope também?)

23/05/2012 @ 14:30

s-o-o-m-e-b-o-d-y: claro , hahahahah eu vou comessar a entrar nesse.. enfim tu tem face?

haha! tenho sim,  Isabela Ciandella Q 

23/05/2012 @ 14:14
Vida nova de novo
Era para ser só mais uma redação de escola das quais eu faço pessimamente. Tentei me desculpar esses dias com a professora, jogando a culpa nas dificuldades de matemática, e ela se sentiu tristonha por eu ignorar uma matéria tão gostosa de aprender. Seu próprio português, que ensina com ênfase, lê pausadamente e percorre seus olhos aos meus para ter certeza de que estou a acompanhá-la. Gosto muito dela, e por isso fui inventar histórias melodramáticas de que odeio sua matéria. O que não é verdade, mesmo, pois desde pequena me dou bem com as pegadinhas do português. Adoro classificar orações subordinadas e até opto por ler com calma as frases no futuro do pretérito. A professora tentou explicar também a nota ruim que me dera, e acabou por me pedir mais atenção, não viajar tanto nas metáforas, pois nenhum leitor é obrigado a entender minhas fantasias. Já me disseram que até minhas vírgulas são metafóricas. Não soube se ria ou se chorava, porque o riso acalmaria a situação, mas meu choro me comoveria e quiçá me faria rever meus conceitos de redação. Minha palavra final a professora foi de que precisava de mais tempo. Sem nenhum amigo me puxando o braço e dizendo “Deixe eu me inspirar?”, ou o sinal ecoando na sala branca e me fazendo pular da cadeira, pois puta merda, já é hora de entregar e eu nem passei a caneta! 
Não acreditaria em destino se não houvesse caído na sala dos nerd’s. Pessoal bacana que me cumprimenta, até me beija na bochecha, me aperta às vezes e me pede para fechar os lábios. Quando continuo com um leve sussurro, me acatam um caderno, puxam os pelos dos meus braços e riem. “Deixem, gente, é a Isabela”. Penso em como já me conhecem, com apenas cinco meses de convivência, e acabo por perceber que nosso coração se acostuma rápido demais com a rotina. Imaginei que jamais gostaria daquela sala, pois odeio mudar de escola, mas hoje vejo como meu futuro pode ser brilhante a partir de lá. Saio do carro de meu pai feliz, não mais querendo voltar e inventar alguma dor de estômago, e chego agarrando os que passam por mim. Preciso senti-los, ver que fazem parte de mim agora, e por mais três anos. E quando chegar lá, mais uma mudança, mais sensação de que estou no lugar errado, mais cinco meses de convivência e daí é só esperar. Irei gostar, estudar mais do que estudo agora, me cansar mais do que me canso e pedir pelo ensino médio, como no começo do ano pedi pelo fundamental.  Sei que não me esqueci de cada palavra que entrou em minha mente, ou de cada abraço que me apertou na cintura. Muito menos da moreninha de pele pálida que sentava do meu lado e rabiscava minha carteira, que a amei com toda a força do meu coração, e ainda a amo. Nem daquele homem magro, alto, bonito que só vendo, que vivia com as calças rasgadas e sapato de gente séria, o que de sério não tinha nem a barbicha. Nem da outra morena, esta de pele de sol, da ruiva, da loira, dos morenos… De ninguém, não, senhor. No entanto, acho que aprendi a acordar e não mais vê-los.
É na sala dos nerd’s que tento (e somente tento) escrever algo direito. No final, acaba tudo um fiapo e a professora deixa diversas observações de como posso melhorá-la, e insiste em por na minha cabeça para escrever até o final da linha. Rafael aperta minha barriga e chuta meu pé, joga a cabeça para trás quando ri e se faz de gay. Gabriela me odeia, puxa meu cabelo e chora para eu ser menos grossa com ela, mas no final acaba de mãos dadas comigo pelo intervalo. Giselle está apaixonada, e fica toda vermelha quando ele chega perto, e decidi fazermos o trabalho juntos para ela passar mais tempo com ele. A japa diz que sou a loura dela, as três mosqueteiras entendem meu coração que começa a observar o peixinho de uma série na frente da nossa. Jaqueline fica brava com qualquer saliva que eu engulo e Lorrayne (se é assim que se escreve, e ninguém sabe direito o nome dela!) vem dançando da sua carteira até a minha. Anderson se empolga explicando biologia e Cesar só repete “pega, pega, pega” em física. Por final acabo gostando de minha nova rotina e desta mania incompreensível que tenho de querer escrever sobre amor, e acabar nos rostos que fazem meu dia. 

Pequena Abelha

23/05/2012 @ 14:07

s-o-o-m-e-b-o-d-y: DOWJKWODIKLEKLMDS >< eu lia todos elesss , mas eu deixei de entrar no tumblr por um tempo e me desliguei de tudo .. esse é outro tumblr meu , eu abandonei o outro IEAUHEUIA parabéns véi tu é foda

UHSHUSUHA sério? eu tbm já fiquei sem entrar, mas acaba dando passadinhas rápidas… A gente sempre volta, ne? haha Que isso guria u.u 

23/05/2012 @ 14:03
s-o-o-m-e-b-o-d-y: Eu te sigo a um tempão , e você escreve muito bem , e eu sempre reblogava as coisas suas , mas voce nao recebia muitos reblogs , até que enfim as pessoas estão reconheçendo esse seu dom >< bjj

Ah que coisa linda, vem cá HUAHUSHUAOSHOU Verdade, é que tenho poucos followers, mas um assim como você é tão bom ter ):

23/05/2012 @ 13:44
prosopopeando: Teus escritos são tão belos, nossa. Parabéns!

Que bom ler isssso!!! Eu não escrevo faz um bom tempo já… Escola é fogo. Mas só pela sua ask vou escrever agora =) 

23/05/2012 @ 12:56
Eu odeio nossas tardes de sábado.
Não anjo. Não me entenda mal. Só é difícil largar as drogas depois de mais uma recaída. Não há uma reabilitação no mundo que me faça largar desse sentimento. Você vem, como uma tempestade, me abala e de um jeito controverso me reconstrói e depois vai embora simples assim. Largar de ti no fim de nossas tardes esta na lista das piores coisas que tenho de fazer.
Odeio o fato de você não ser apenas minha.
Já mencionei o quanto é indomável, bela Isabela. Mas não gosto. Pode espalhar seu mel por ai, polinizar outros campos, mas volte. Volte pra mim. Não deveria dizer, mas quase te liguei para dizer o quanto sentia falta do seu decote sensual-não-vulgar, mas isso poderia chateá-la ou não. Nunca sei o que dizer/escrever para te fazer entender o quanto me tem fácil.
Volte está bem? Mesmo me deixando triste inconscientemente, mesmo tendo tantas outras opções para passar suas tardes, mesmo quando não corresponde toda a adoração que tenho por ti, me de mais uma dose de Isabela antes de partir de vez. Mas se tiver outro jeito, sinta pena de mim e não vá.
Odeio o fato de te amar tanto que os solavancos em meu peito se tornam dolorosos. 
DooWacko - Bela, bela Isabela

Eu odeio nossas tardes de sábado.

Não anjo. Não me entenda mal. Só é difícil largar as drogas depois de mais uma recaída. Não há uma reabilitação no mundo que me faça largar desse sentimento. Você vem, como uma tempestade, me abala e de um jeito controverso me reconstrói e depois vai embora simples assim. Largar de ti no fim de nossas tardes esta na lista das piores coisas que tenho de fazer.

Odeio o fato de você não ser apenas minha.

Já mencionei o quanto é indomável, bela Isabela. Mas não gosto. Pode espalhar seu mel por ai, polinizar outros campos, mas volte. Volte pra mim. Não deveria dizer, mas quase te liguei para dizer o quanto sentia falta do seu decote sensual-não-vulgar, mas isso poderia chateá-la ou não. Nunca sei o que dizer/escrever para te fazer entender o quanto me tem fácil.

Volte está bem? Mesmo me deixando triste inconscientemente, mesmo tendo tantas outras opções para passar suas tardes, mesmo quando não corresponde toda a adoração que tenho por ti, me de mais uma dose de Isabela antes de partir de vez. Mas se tiver outro jeito, sinta pena de mim e não vá.

Odeio o fato de te amar tanto que os solavancos em meu peito se tornam dolorosos. 

DooWackoBela, bela Isabela

21/05/2012 @ 22:42

Nunca vi tanta suavidade. Dá uma olhadinha só, e você não quer mais sair de lá.
21/05/2012 @ 17:40
Você

Você acha que escreve, mas rabisca. Você sente que abraça, mas se despede. Você vê uma borboleta e um girassol onde o tempo colocou uma rosa despetalada e um amontoado de espinhos sem cor. Você aposta na amizade, mas chama pela solidão quando se perde. Você jura que é livre, e vê nas grades apenas linhas a serem preenchidas. Você tem azar no jogo e mais ainda no amor, e tem a impressão de que isso daria uma música bonita, algum dia. Mas você consegue compor, menina? Você sequer sabe fazer uma nota num instrumento? Você consegue abrir a boca e dizer alguma coisa antes que uma espada atravesse o seu ventre? Você consegue deixar de sonhar, criança?

Você dança na vida, mas não há melodia a ser acompanhada. Você chora nos cantos, mas não há lugar para que essas lágrimas caiam. Você pisa em cacos de vidros nas pontas dos pés, e acha que por isso é bailarina. Você sabe que é tudo verdade, e é aí que você se engana.Você tem medo de ser mal interpretada, mas sabe que se alguém lhe interpretasse corretamente, de nada adiantaria. 
Você nasce e se desfaz
Você urra e acaricia a alma solenemente
Você cria e não se lembra
Você espalha e tropeça no próprio lixo
Você é igual a mim, criança. E o que resta a nós, que somos imperfeitos? Eu lhe digo, minha cara. O que nos resta é dar uma piscadela para o espelho, esperar que ele entenda a nossa trama e, enfim, apertemos as mãos dos nossos companheiros de farsa expostos na camada de vidro que recobre a película prateada dos nossos palcos. Às favas quem me diz que são reflexos esses palhaços que sapateiam sempre que viramos as costas! Prossigamos sem imitações, sem rastros, sem identidade a ser revelada. Com o coração na mão e a antiética nos dedos, refaçamos nossas estruturas jamais finalizadas.
E que rufem os tambores. De novo.

Neemias Melo
20/05/2012 @ 14:06


(…) Despiu-se da blusa lilás ficando somente com o sutiã. A criatura era esbelta.

Marília pegou uma das minhas mãos pondo em cima do seio direito. Fiquei com vontade de devorá-la naquele exato momento, porém, ela não me amaria. Fui rastejando, minuciosamente a palma da mão, retirando os fios de cabelos que cobriam a face. Fui aproximando, levemente, os lábios segurando-a com a mãe esquerda a cintura quando desviei o beijo para bochecha. Marília esperava mais de mim. Talvez que a jogasse na parede, ou a tratasse como um instrumento sexual, eu sentia nos olhos dela a aflição que corria nas veias. Porém, eu a amava…

Pedro Igor F. “Trechos”  (via transfugir)
20/05/2012 @ 11:09


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Flashes de uma psicose

Voa, Abelhinha, voa para longe, só volte mais tarde. O mundo é seu e você não sabe.Isabela, 15 anos, São Paulo.
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