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Voa abelhinha, voa para bem longe daqui. Isabela, 15, São Paulo.
253502 me: im ugly
friends: no you're not
me: I AM UGLY and that's a fact. guys don't add me on facebook and like my pictures, they don't ask for my number, i get 5 text a day, one from my dad, two from my mom, one from the phone company and another one from some girl in my class asking me if there's something for tomorrow. guys don't text me saying 'goodmorning beautiful' or just even saying 'hi whats up?' if i have any guy friends they're one maybe two. you guys DO get texts, boys flirt with you, you're always complaining about boys, when nobody ever calls me pretty. you guys get a compliment at least twice a day, boys play with your hair, kiss your cheek, hold you from behind, and i'm just there watching, and if any boy wants to talk to me it's because they want me to give them something, or to call me bad names. i don't have 120 likes on my profile picture, i'm scared of doing a party because i know i wouldn't have any guy friends to invite. is it because i don't let anyone know me? NO, it's because i don't look good. why all the pretty girls out there are full of 'guy friends'? don't tell me because they're the best people ever because it ain't true. my teeth are not stunning, i don't like my smile, i'm insecure af, my eyes have nothing special and i don't even have the best body. and yes, you'll tell me i dont need anyone to tell me how pretty i am because i have to feel it myself, but i do not believe it so i won't pretend i do. i know i have my natural beauty and i like some things about myself, but i just wanna look atractive, loook at the mirror and find myself pretty, good-looking, and i know 'i'm beautiful' on the inside but society is a btich and ends up making everyone feels less than they are. so yes, i feel ugly, i am ugly, and don't tell me i'm not because i am.
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Saudade enorme de escrever

Saudade do tempo, do tempo que eu tinha para escrever

1492"Cazuza estava certo. O tempo não para. O tempo arrasta. O tempo devora. O tempo sufoca. O tempo agride. Mas o tempo também aumenta a saudade. O tempo não espera. O tempo tem pressa. O tempo transforma. O tempo melhora. Ou piora também. O tempo ensina. O tempo é impaciente. O tempo corre por si só. O tempo não planeja ninguém. O tempo amadurece. O tempo cresce. O tempo dói… mas cura também. O tempo supera. O tempo esquece. O tempo vai… mas não volta. O tempo não fica. O tempo sempre está de passagem. O tempo é ciência. O tempo é mistério. O tempo pode ser divertido, mas também pode ser tédio. O tempo é eterno. O tempo é indecifrável. O tempo é virtude. O tempo é maldade. O tempo passa. A vida acontece. Mas a gente… a gente permanece." - Desconhecido.    

(Source: v-eranizar, via excretar)

2"

“Sabe, eu fiz de tudo…”.

Eu me pergunto se você realmente fez de tudo por não saber que eu já estava gostando antes mesmo do tudo começar, ou se você sabia e “se esforçou” só para garantir que sim, eu iria dormir todas as noites desde então pensando em você. Sonhando com você. Palavras, sempre apenas palavras, mas é algo tão bonito de se ler, e cai entre nós, ler é a melhor coisa que eu faço da minha vida, então como é que eu não poderia ter soltado aquela gargalhada nervosa ao me deparar com as suas insinuações? Congelar quando você me chama, arrepiar os pelos dos braços quando você só sabe falar besteira, mas me faz rir, infeliz, você me faz rir tanto! Seja pelo machismo desnecessário ou por suas piadas fracas, ou pela aquela sua voz engraçada que você força e mostra todos os seus certíssimos dentes que só sabem me deixar com raiva porque você é todo arrumadinho, todo galã, todo gostoso e eu são tão relaxada, tão calça, blusa preta e sapatilhas e uma quase franja na cara. Você aperta a minha barriga e me cobra academia, dá encima das minhas amigas, diz na minha cara com quem ficaria e quem beijou na última noite. Não ligo, você é de todas, não é? Mas é meu também e eu me desapeguei dessa ideia de exclusividade. Não tenho trinta anos para casar, ainda não estou na faculdade, não faço merda nenhuma interessante, então o que me mata em beijar você?

Uma vez, infeliz, e se você fez de tudo ou não eu não sei, mas eu gostei.

" - Pequena Abelha  
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Seria perfeito se chovesse

As folhas das árvores permaneciam intactas conforme eu passava por cada uma. O sol queimava a minha pele e me deixava mais loira, com as bochechas rosadas, com as mãos suando. Penso que não suei só pelo sol, mas por tudo que envolvia meus passos, pelo o que estava bem debaixo do meu nariz e eu não consegui aproveitar de forma digna. Às vezes ventava e eu agradecia com todas as palavras do fundo do meu coração que pudessem sair pela minha boca, e eu ria mais do que deveria, andava devagar e ainda reclamava que a minha casa não chegava nunca. Tantos carros, tantas pessoas, tantas bicicletas, tantos cheiros que passaram por mim e nada disso me importava, não quando o que eu queria estava ali tão perto. Eu agarrei, mordi, abracei forte e entrelacei minha mão no respectivo pescoço só para ter a certeza que ali, naquele momento, ele não ia fugir. E não fugiu. Isso que eu não entendo! Como tudo pode mudar tão rápido e eu continuo sendo a pacata menininha que só faz tudo errado? Quem dera eu poder me transformar a hora que bem entendesse, sem dever satisfações ou simplesmente mudar, não gostar mais de tal coisa, enjoar e jogar fora e não ficar com o coração pesado por achar que sou sempre eu quem erra. E talvez seja; talvez a errada de todos esses quinze anos não muito felizes seja eu. Mas, naquele dia, naquele sol, entre aquelas risadas, eu vi o primeiro sábado da minha vida passar muito devagar, e sabe o porquê me sinto muito feliz com isso? Porque já diria meu professor de inglês: você sabe que a sua vida é boa quando sua semana passa voando, e seu fim de semana para no tempo.

Eu escreveria um livro sobre todas as sensações que eu senti. Sobre todos os pensamentos que me faltaram, pois eu estava tão abismada não crendo no que realmente acontecia que consegui perder o meu corpo e deixar só a minha alma cansada (porém feliz) caminhando rumo à minha casa. Eu estava tão longe, faltavam tantos quilômetros, tantas ruas para atravessar, tantos carros para desviar, tanto sol para me queimar. Meus pés não paravam, a calça apertava as minhas coxas, meus braços pesavam de tanto caminhar e nada da minha casa chegar. Eu ouvia besteiras e fingia não me importar, ou não me importava mesmo, porque o que eu queria era outra coisa. Esperei muito por esse dia, sabe? Não deveria, pois foi apenas um dia e eu não vou eternizá-lo, apenas me pego lembrando em tempos chuvosos assim e fico indignada de como o tempo muda, também! Está tão frio, tão escuro, a chuva cai e molha toda a merda do meu quintal que ao qualquer momento eu posso levar um belo de um escorregão. Eu sei que já passou vários dias e o tempo nem mudou assim tão repentinamente, o sol continuou por uma longa semana fervilhando mais a minha pele e por lá das seis brotava uma lua gigante alaranjada que me fazia mais feliz. Eu sentei nessa merda do meu quintal e contei toda a minha agonia para a lua, pois eu precisava contar o meu sábado para o mundo inteiro e hoje estou contando cá. Faltava isso, eu digitando de noite sobre o que vivi. E logo hoje, maldito hoje, quando eu acho que tudo já mudou. Acho não, mudou.

Eu ainda sinto a quentura do sol e isso é o que me abastece esta noite. A internet cai de cinco em cinco minutos, minha mãe foi viajar, minha irmã saiu, meu pai está morto no sofá e eu estou muito, muito longe do que eu quero. Isto que me dá raiva, como estive tão perto e feito tão pouco e querer fazer muito mais hoje e não poder? Quase me dei um tapa. Burra! Não sei aproveitar a vida. Mas, eu não sei o que me deu naquele sábado. Eu esqueci a dor no pé, o fato das minhas amigas terem perdido o jogo, o celular que machucava meu seio por estar no meu sutiã, mas com uma bandidagem dessa eu é que não vou ser roubada. Eu andei tão perto do que eu queria, eu esbarrei, ri junto, toquei por longos segundos e depois larguei. Depois, eu deixei escorrer como líquido entre as minhas mãos. Hoje eu não falo mais, não vejo mais, não sinto mais porra nenhuma além da sensação do sol. Não posso negar que gostaria de voltar naquele dia, mas eu não mudaria nada. Talvez mais beijos demorados e mais mão bobas, porque estou carente nesse frio desgraçado. Seria perfeito se clareasse hoje, como seria perfeito se chovesse no meu lindo sábado que acabou de morrer.

Pequena Abelha

(via pequena-abelha)

(via frogwarts)

28405"Uma coisa é certa: ficar sentado se sentindo infeliz não vai mudar nada." - O Menino do Pijama Listrado  

(Source: reinvadir, via itmario-deactivated20130403)

6"Tudo é muito curto, muito rápido, e quando dou por mim já estou relendo o que não mudará em uma tentativa de Deus ou qualquer coisa divina que comanda o mundo altere a minha dor. O que eu não entendo é que existem as primeiras dores, as que lhe perfuram e lhe deixam esmagado no sofá de sua casa apenas sentindo o quão as lágrimas podem significar. Eu tento secá-las para a minha mãe não ver, mas não dá. Eu quero chorar e gritar até a minha voz acabar e eu ficar cega para não presenciar nada mais igual. Dizem-me que sou jovem e que não devo agir assim, porém a carência me pega e me aloja em seu pior calabouço, reproduzem as palavras radicalmente e tudo fica martelando na minha cabeça. Eu tenho tanta coisa para fazer, tanta coisa pela qual realmente devo correr atrás e permaneço nas páginas já viradas. Pelo o que me conheço, vou ficar nessa de relembrar e chorar por uns longos três meses. Vou embaralhar tudo e ver a dor onde ela não pode estar. Não deve estar. E aí é que meus pés vão parar de correr, vou ficar cada vez mais para trás. Depois passa, quem sabe. Mas eu nunca jogo nada fora. Sempre guardo e então quando estou naquelas tentativas falhas de arrumar tudo à minha volta, me deparo com o passado. Com a dor. Entretanto, não vai doer tanto. Esse é o papel da segunda dor: retirar-me do calabouço e colocar a primeira dor em meu lugar. Só que o calabouço nunca deixa de existir, ele sempre vai permanecer ali, esperando por mim e pelas minhas próximas dores." - Relatos de uma garota que lê, Pequena Abelha 
/ past